Meio ambiente e energia

Comissão apura denúncia de extermínio de mais de 300 cães em Marajó

Prefeitura de Santa Cruz do Arari (PA) teria ordenado caça a cães. Ministério Público investiga.

20/06/2013 - 18:49  

Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Audiência pública para discutir a matança de cães no Município de Santa Cruz do Arari-PA. Dep. Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Trípoli: são duas linhas de ação - um projeto de lei para agravar crimes de maus tratos e a comissão fará um relatório para autoridades.

O extermínio de mais de 300 cachorros na cidade de Santa Cruz do Arari, no arquipélago do Marajó, no Pará, foi tema de debate nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados.

A denúncia é que o prefeito, Marcelo Pamplona, ordenou a matança dos cães, com o argumento de que eram muitos e que estavam passando doenças para as pessoas. Cada pessoa que capturasse um cachorro recebia de R$ 5 a R$ 10. O caso foi denunciado por Aragonei Bandeira, que esteve na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Bandeira conta que apanhou e foi ameaçado de morte por ter revelado as imagens do extermínio na internet. "O pessoal matava, arrastava os cachorros. Quebrava as patas, tirava o couro. Como eu tenho cachorro, comecei a filmar, porque mandaram laçar os meus também."

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Meio Ambiente e pelo Ministério Público. Os promotores identificaram a ocorrência de vários crimes, como furto de cães e maus tratos.

A representante do Ministério Público do Pará, Eliane Moreira, ressaltou que está sendo apurada a responsabilidade civil, criminal e administrativa do gestor público. “O ato administrativo de oferecer dinheiro para que as pessoas recolhessem cães que foram lançados ao rio para morrer é errado.”

Os deputados também vão dar encaminhamento à denúncia, como afirmou o deputado Ricardo Tripolli (PSDB-SP). “São duas linhas de atuação: um projeto de lei para agravar os crimes de maus tratos, e a comissão também fará um relatório para autoridades.”

O prefeito de Santa Cruz do Arari, Marcelo Pamplona, acusado de ter dado a ordem para o extermínio de cães não compareceu ao debate na Câmara, nem mandou justificativa.

Reportagem - Ginny Morais
Edição – Regina Céli Assumpção

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