Plano de ação para o Nordeste poderá ser discutido em comissão mista
Uma nova comissão mista poderá ser constituída com a finalidade de traçar um plano de ação em defesa do Nordeste. O assunto foi abordado nesta quinta-feira (13) em reunião da bancada do Nordeste da Câmara dos Deputados com o presidente do Senado, Renan Calheiros.
O coordenador da bancada, deputado Pedro Eugênio (PT-PE), disse que a ideia partiu do próprio presidente do Senado, que senadores se envolvessem na elaboração de um plano em harmonia com o que a bancada de deputados já vem discutindo. A meta é agilizar a instalação concluir os trabalhos rapidamente.
“Houve uma decisão política e, portanto, quanto mais rápido nós tivermos a capacidade de colocar no papel os pontos centrais que deverão ser objeto da comissão, mais rapidamente a comissão será instalada”, avaliou Pedro Eugênio. O passo seguinte será preparar o documento a ser entregue aos presidentes das duas Casas, no qual serão alinhavados os pontos básicos para discussão na comissão.
Na avaliação de Pedro Eugênio, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, vai receber a ideia da nova comissão mista com entusiasmo.
Tecnologia no campo
O plano de ação em defesa do Nordeste deve se incluir novo padrão para o financiamento da produção, com base em modelo agrícola mais adequado às irregularidades climáticas. “Tem que haver incorporação de tecnologia, uma nova forma de produção que envolva fortemente instituições como a Embrapa”, sugeriu Pedro Eugênio.
O deputado citou ainda o gerenciamento dos recursos hídricos. Segundo ele, apesar da existência da Codevasf e do Dnocs, essas instituições ainda não são suficientemente fortes tanto para gerenciar como para atuar na identificação de novos mananciais e estabelecer as formas de uso das águas de forma abrangente. Outro ponto seria o fortalecimento institucional de órgãos de planejamento como a Sudene.
O deputado citou, ainda, a necessidade de discussão de políticas públicas federais em relação ao seu alcance para o Nordeste. “Há quem pense que o Nordeste teria superado a posição inferior no plano das desigualdades devido aos programas de natureza social, que são importantíssimos, até porque as maiores carências são lá”, afirmou. “Mas o Nordeste continua sendo uma região com indicadores defasados em relação ao conjunto mais dinâmico do País”, concluiu.