Relações exteriores

Grupo de trabalho vai acompanhar situação dos corintianos presos na Bolívia

15/04/2013 - 18:29  

Arquivo/ Alexandra Martins
Vitor Paulo
Vitor Paulo: grupo será formado também por integrantes do CNJ, da OAB, MJ e Itamaraty.

Um grupo de trabalho vai acompanhar de perto a situação dos 12 corinthianos presos na Bolívia, acusados de participação na morte de um adolescente de 14 anos, durante o jogo entre a equipe paulista e o San José, em fevereiro.

A iniciativa é do deputado Vitor Paulo (PRB-RJ), integrante da comitiva de parlamentares que esteve naquele País, no último dia 5, para conversar com as autoridades locais. A ideia é formar um grupo de trabalho com integrantes de diferentes áreas para tentar dar uma solução mais rápida ao caso dos torcedores.

"Além de aprovar esse requerimento do grupo de trabalho, eu fiz um requerimento também para que nós, da Câmara, possamos convidar o Itamaraty, para indicar um conselheiro, um diplomata, para estar junto com esse grupo de trabalho”, explicou Vítor Paulo.

O parlamentar informou que também foram enviados requerimentos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Ministério da Justiça (MJ) para que indiquem integrantes para o grupo de trabalho, para, “junto com os parlamenares, poder ir à Bolívia novamente examinar o processo e discutir a situação dos brasileiros."

Autor do crime
Segundo Vitor Paulo, os parlamentares brasileiros entregaram às autoridades daquele país o vídeo mostrando que o autor do crime é o menor que confessou ter usado o sinalizador.

Mas, de acordo com Vitor Paulo, a Bolívia não tem sequer um perito para analisar as imagens. O material será juntado ao processo, e a justiça boliviana pode ou não aceitar a prova.

Processo lento
O deputado disse acreditar na inocência dos torcedores e que a volta deles ao Brasil pode ser atrasada por conta da lentidão da estrutura judicial boliviana. Em uma conversa com o promotor do caso, o deputado foi informado que o inquérito pode ser completado em até seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo prazo.

"A coisa está muito lenta, muito morosa. São 12 inocentes. E pasmem, dois deles estão sendo indiciados por homicídio doloso, quer dizer, morte com intenção de matar”, afirmou o deputado. “Primeiro, que não fizeram, e estão sendo indiciados como se tivessem feito e com intenção de matar. Nem fizeram, nem com intenção. Quem fez, sem intenção, está aqui. E outra: sete desses 12 jovens nem no estádio estavam na hora. Estavam fora do estádio para entrar no jogo ainda."

Vitor Paulo informou que os brasileiros estão divididos em duas celas, com seis em cada uma. O parlamentar destacou que eles estão sendo bem tratados na prisão em Oruro, mas que o caso não pode ficar na esfera diplomática porque se trata de uma questão de direito e de inocência.

Reportagem – Idhelene Macedo
Edição – Newton Araújo

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