Trabalho, Previdência e Assistência

CCJ aprova regulamentação do ofício de técnico em gesso ortopédico

Pela proposta, profissional passará a ser chamado de “técnico em imobilização ortopédica” e deverá ter ensino médico completo e curso na área de pelo menos dois anos. Técnico atuará sempre com a supervisão de médicos ortopedistas.

12/04/2013 - 14:40  

Luiz Alves
Luiz Carlos
Luiz Carlos: proposta permite que técnicos melhorem sua formação.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na quarta-feira (10), proposta que regulamenta o exercício da profissão de técnico em gesso ortopédico.

O texto detalha as atividades a serem executadas, como confecção e retirada de gessos, faixas e trações. Determina ainda que o profissional deverá ter o ensino médio completo e formação específica de, no mínimo, dois anos. Pela proposta, o técnico em gesso ortopédico passa a ser denominado "técnico em imobilização ortopédica”.

Supervisão médica
Aprovado pela Câmara em 2008, o Projeto de Lei 1681/99, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), sofreu alterações no Senado e, por essa razão, voltou para análise dos deputados na forma de um substitutivo, que tem o apoio de entidades de representação de diversas categorias. A alteração proposta pelo Senado explicita que as atividades desempenhadas precisam ser executadas com supervisão médica.

Relator na CCJ, o deputado Luiz Carlos (PSDB-AP) apresentou parecer pela constitucionalidade do substitutivo. Apesar de não caber à comissão se manifestar quanto ao mérito, Carlos afirmou que a aprovação da proposta permite que os profissionais melhorem sua formação e assegura a normatização e o controle do registro, da jornada e das condições de trabalho.

Os técnicos em imobilização ortopédica são profissionais que auxiliam eficientemente os médicos ortopedistas e, sob a sua direção e supervisão, executam imobilizações do aparelho locomotor de média e alta complexidade, prestando à população atendimento seguro e humanizado.

Tramitação
A proposta, que já havia sido aprovada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público, seguirá agora para análise do Plenário.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

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