Direitos Humanos

Henrique Alves pede responsabilidade na Comissão de Direitos Humanos

14/03/2013 - 14:00  

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse hoje pela manhã esperar moderação, equilíbrio e responsabilidade na condução dos trabalhos da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Assista à entrevista do presidente Henrique Alves.

Ele falou após se reunir com o presidente do colegiado, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), e com o líder do partido, deputado Andre Moura (SE). Ontem à noite, Henrique recebeu parlamentares e representantes de movimentos contrários à permanência de Feliciano na presidência da comissão.

“Fiz ponderações e acho que todos eles têm um sentimento de colaboração, de respeito às normas desta Casa”, afirmou Henrique Eduardo Alves. Ele espera um clima mais ameno nas reuniões nos próximos dias.

O presidente da Câmara classificou como “lamentável” o tumulto entre grupos pró e contra Feliciano na primeira reunião da comissão, realizada nesta quarta (13). Ele afirmou também que a culpa não pode ser atribuída a apenas um dos lados, pois “uma ação provoca uma reação”.

Representação
Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que o partido avalia apresentar na próxima semana, à Corregedoria da Câmara, uma representação para que Feliciano seja investigado por quebra de decoro parlamentar. Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, o presidente da Comissão de Direitos Humanos emprega no gabinete cinco pastores de sua igreja evangélica. Eles receberiam salários da Câmara sem cumprir expediente em Brasília ou no escritório político do parlamentar, em Orlândia (SP).

Alencar acrescentou que as manifestações pela saída de Feliciano devem continuar, e que o presidente da Câmara precisa intermediar a situação. “O papel de mediação plena não aconteceu ainda, e a gente quer que Henrique Eduardo cumpra esse papel. Essa crise pode durar o ano inteiro”, declarou.

Segundo Alencar, as críticas não são contra o fato de Feliciano ser pastor, mas por posturas “homofóbicas, racistas e de intolerância religiosa” do presidente do colegiado. O deputado disse que na próxima semana haverá um ato no auditório Nereu Ramos em prol dos direitos humanos e para questionar a legitimidade de Feliciano à frente da comissão.

Assista à entrevista do deputado Marco Feliciano.

Permanência
Marco Feliciano disse que pensou em sair do cargo ao ver a reação de suas filhas às manifestações, mas confirmou que permanecerá. “É uma guerra, é uma luta, eu estou defendendo aquilo que eu penso e por isso sou parlamentar. Estou respaldado por 211 mil votos”, afirmou.

O deputado disse que priorizará nas próximas reuniões o debate sobre a situação dos moradores de rua. “A maioria deles não tem um prato de comida por dia. Eles não têm voz, então nós somos hoje a voz deles”, disse.

Reportagem - Tiago Miranda
Edição – Patricia Roedel

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