Relator diz que não fará mais mudanças substanciais no texto da CPMI do Cachoeira
11/12/2012 - 14:19
O relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), reiterou há pouco que não vai fazer mais mudanças substanciais em seu relatório, ainda que tenha admitido incluir no texto sugestões feitas durante a reunião de hoje, encerrada há pouco.
Uma nova reunião foi marcada para a terça-feira (18), quando o relatório deverá ser votado, apenas quatro dias antes do prazo para o encerramento dos trabalhos da CPMI. "Havendo decisão política, o tempo é o menos importante; neste momento atual, as forças não estão constituídas", afirmou Cunha.
Na reunião de hoje, foram detalhados os cinco votos em separado apresentados ao relatório: do DEM, Psol, PSDB, PPS e do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF). Esses relatórios pedem o indiciamento de mais agentes públicos e privados e cobram a investigação mais aprofundada de uma série de empresas, especialmente as que mantiveram relações contratuais com a Delta.
"Muito do que foi apresentado nos votos em separado e sugerido pelos parlamentares já está no meu relatório, que englobou tudo o que foi investigado pela CPMI", disse Cunha.
Havia a expectativa de a votação dos relatórios começar na reunião de hoje, mas a identificação de uma série de "erros materiais" no texto de Cunha fez com que o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), adiasse a deliberação.
Primeiro, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) apontou o indiciamento do jornalista da revista Veja Policarpo Junior no relatório final; em seguida, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) declarou que o texto também cita o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com "adjetivações maldosas", apesar de o relator ter garantido que os nomes de Gurgel e de cinco jornalistas (inclusive Policarpo) seriam retirados do texto.
Depois da decisão de Vital do Rêgo, diversos parlamentares da oposição criticaram a postura do relator, que teria apresentado um documento com mais de 5 mil páginas de "forma improvisada", conforme definiu o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Newton Araújo