Política e Administração Pública

Comissão poderá ouvir indiciados na Operação Porto Seguro

27/11/2012 - 13:36  

O PPS apresentou requerimento na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para ouvir os principais indiciados na Operação Porto Seguro da Polícia Federal. A operação, deflagrada na sexta-feira (23), resultou no indiciamento de 18 suspeitos de participar de um esquema de fraude em pareceres técnicos de órgãos públicos com a finalidade de beneficiar empresas privadas.

O partido quer ouvir a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o ex-advogado-adjunto da União, José Weber Holanda, citados na investigação. O líder do partido, deputado Rubens Bueno, cobra ainda explicações da presidente Dilma Roussef, que determinou, nesta segunda (26), a exoneração ou afastamento dos servidores envolvidos.

"A ação da presidente Dilma, só no afastamento, na demissão, não basta. Ela deveria vir a público dizer o que aconteceu e quais os motivos do afastamento e das demissões. Ela tem obrigação de dizer isso ao povo brasileiro", afirmou Bueno.

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) avalia que seu partido não deve se envolver nesse problema. "Esse assunto é da Justiça e da polícia. Essas pessoas foram acusadas de cometer um crime e a Polícia Federal e o governo federal, com presteza, diferente do tempo em que eles (oposição) governavam, tomaram medidas”, disse. “Foi a Polícia Federal que prendeu o pessoal. A presidente Dilma demitiu todos e abriu sindicância. Então, da nossa parte, está resolvido."

Ministro da Justiça
A Operação Porto Seguro será um dos assuntos da audiência pública com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, marcada para a próxima terça-feira (4), pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

A audiência estava prevista para hoje (27), mas o encontro foi adiado para que ele possa falar também sobre as operações Porto Seguro e Durkheim. Esta última operação indiciou 57 pessoas e prendeu 27 por violação de sigilos fiscal, telefônico e bancário, além de crimes financeiros.

Reportagem - Sílvia Mugnatto/Rádio Câmara
Edição – Daniella Cronemberger

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