Presidente do Conselho de Ética defende investigação contra Bacelar e Medrado
18/09/2012 - 15:31
Ao abrir a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, o presidente, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), afirmou que seria muito ruim para o colegiado se as representações apresentadas contra o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) e o deputado licenciado Marcos Medrado (PDT-BA) não fossem aceitas e não houvesse a adequada investigação. Ele afirmou que até mesmo os representados seriam favorecidos ao ter sua inocência provada.
O deputado reagiu à reportagem publicada pelo jornal O Globo segundo a qual haveria um acordão entre os partidos políticos envolvidos no processo conhecido como mensalão para impedir investigações sobre qualquer de seus integrantes.
Bacelar e Medrado são acusados pelo Psol de participarem de um suposto esquema de compra e venda de emendas parlamentares ao Orçamento da União. O deputado Sibá Machado (PT-AC) fez um relatório preliminar pelo arquivamento da denúncia contra Bacelar. Já o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) pediu que fosse aberto o processo para que se possa investigar a representação contra Marcos Medrado.
Para o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), os parlamentares não podem se deixar intimidar por uma reportagem e devem continuar seus trabalhos de acordo com seus procedimentos. Na opinião do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), autor das representações, o que está em jogo é menos o julgamento de um deputado ou outro, mas, sim, o resgate do instituto da emenda parlamentar. Ele destacou que há uma suspeita de que as emendas possam estar sendo objeto de um negócio.
Por sua vez, Sibá Machado disse que o País está passando por uma tentativa de golpe político: “Os políticos estão sendo acossados pelas acusações da mídia”. Ele afirmou que “não participou de acordo espúrio" e que estudou para fazer seu voto.
A reunião ocorre no Plenário 7.
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Reportagem - Vania Alves/Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira