Deputado vai pedir extinção da Comissão Externa sobre Brasileiros no Paraguai
05/09/2012 - 18:54
O presidente da comissão externa da Câmara dos Deputados - criada em fevereiro último para acompanhar a evolução do confronto entre sem terras paraguaios (carpeiros) e agropecuaristas brasileiros (brasiguaios) -, deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), vai pedir a extinção da comissão.
Após participar hoje da audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o deputado explicou que houve pacificação entre as partes, consolidada após o impedimento do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo e a ascensão do seu antigo vice-presidente e atual presidente Frederico Franco.
A comissão não chegou a ser constituída a pedido do então embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo dos Santos, que solicitou o adiamento da indicação de parlamentares para que a chancelaria brasileira pudesse dispor de tempo para tentar solucionar o problema sem a necessidade de participação do Legislativo.
Kaefer disse que a posse de Franco trouxe mais tranquilidade aos brasiguaios, sobretudo aos produtores rurais, porque há um maior respeito à propriedade privada por parte do partido de centro-direita do atual presidente.
O deputado indagou ao chanceler Patriota sobre a situação dos cerca de 350 mil brasiguaios e o ministro disse o quadro é de maior tranquilidade, inclusive quanto à legalização do fluxo migratório entre os dois países.
Suspensão do Paraguai
Kaefer e outros parlamentares, que não fazem parte da base de apoio do governo, discordaram da decisão - tomada com o apoio brasileiro – de se suspender o Paraguai do processo de integração da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Mercosul seguido do ingresso imediato da Venezuela neste bloco, apesar da posição contrária dos paraguaios.
Foram mantidas apenas as relações econômicas entre o Paraguai e os demais países dos dois blocos, sendo que esses são atualmente representados apenas por diplomatas qualificados como encarregados de negócios, em vez de embaixadores que retornaram aos seus respectivos países enquanto os paraguaios não elegerem um novo presidente da República.
Da Redação – RCA