Economia

Empresários do setor de serviços também reclamam de exclusão do Supersimples

11/07/2012 - 12:49  

O presidente da Confederação Nacional de Serviços, Luigi Nese, disse há pouco que o setor foi desprestigiado na inclusão no Supersimples por ser quem mais emprega no País.“Nosso maior ativo é o pagamento de salários, a folha de pagamento”, afirmou. Atualmente, segundo Nese, 39 milhões de pessoas são empregadas do setor de serviço em 1,1 milhão de empresas. O setor representa 67% do Produto Interno Bruto (PIB), que ficou em R$ 2,3 trilhões em 2011.

Ele elogiou a atitude de desoneração da folha de pagamento pelo governo federal, mas afirmou que a inclusão do setor de serviços no Supersimples também é necessária. “Estamos onerando salário e isso diminui a competividade, a empregabilidade e a formalização”, afirmou.

O presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (Fenaci), Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, afirmou que 35% dos 15 milhões de profissionais liberais brasileiros estão na informalidade. “Se as clínicas [de fisioterapia] já estão nessa dificuldade, o que dirá o profissional na ponta.”, afirmou. Segundo ele, entre os 250 mil corretores no País, 70% trabalham sem carteira assinada.

Para o deputado Armando Vergílio (PSD-GO), a não inclusão de profissionais e empresas do setor de serviços no Supersimples acontece por inoperância do governo. O parlamentar também é presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor).

Segundo ele, o governo federal vedou a inclusão de mais empresas e profissionais do setor de serviços no Supersimples para não gerar um “efeito manada” de inclusão de muitos serviços. “Se houvesse sensibilidade, teríamos um crescimento muito maior no setor, com ganhos maiores”, afirmou o deputado.

A audiência prossegue no Plenário 5.

Continue acompanhando esta cobertura.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Natalia Doederlein

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