Economia

Brasileiros preferem investir em poupança

03/07/2012 - 11:43  

No Brasil, a caderneta de poupança é o investimento escolhido pela maioria da população, especialmente a de baixa renda. Existem atualmente mais de 100 milhões de contas em cadernetas de poupança, com um volume de dinheiro superior a R$ 430 bilhões. O principal atrativo é a garantia dos depósitos efetuados por um fundo garantidor oferecido pelo próprio estado. O funcionamento desse fundo é razoavelmente simples: se o banco for a falência, o estado garante o pagamento de até R$ 60 mil como reembolso.

Se seu navegador não puder executar o áudio, <a href='http://www2.camara.gov.br/agencia/audios/1384d51052f.mp3' _fcksavedurl='http://www2.camara.gov.br/agencia/audios/1384d51052f.mp3'>obtenha o áudio</a> e salve-o em seu computador.

Saiba mais sobre a história da poupança no Brasil, em reportagem da Rádio Câmara.

O professor Queilas Carvalho, da Faculdade de Economia da USP, explica que o fundo garantidor não é uma exclusividade da poupança brasileira. Segundo ele, nos Estados Unidos, por exemplo, a garantia pode chegar a 100 mil dólares por aplicação. Mas o economista lembra que essa garantia se refere à possibilidade da quebra de bancos e nada tem a ver com a perda de dinheiro por causa do risco da aplicação. "Existe uma relação entre rentabilidade e risco. Se você deseja uma rentabilidade maior tem que correr mais risco.”

Mas se o risco é uma característica inerente a qualquer aplicação financeira, a fixação de taxa por meio de leis é uma característica do sistema da caderneta de poupança existente no Brasil. Enquanto outros ativos financeiros têm seus rendimentos definidos pelo mercado, a poupança sempre foi regulamentada pelo governo.

Na avaliação do economista Roberto Piscitelli, professor de Economia da Universidade de Brasília, essa é uma garantia que torna a poupança brasileira diferente das aplicações existentes ao redor do mundo. Psitelli acredita também que essa garantia é a razão da confiança da população nessa modalidade de investimento e é o que permite ao governo alterar as regras sem abalar essa confiança.

Reportagem - Edson Junior / Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.