Direitos Humanos

CPMI da violência contra a mulher cancela audiência em MS e marca novos debates

A reunião em Curitiba, na segunda-feira (25), está mantida.

21/06/2012 - 18:21  

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra mulheres desmarcou a audiência pública que realizaria nesta quinta-feira (21) e na sexta (22) em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

A reunião no Paraná, na segunda-feira (25), está mantida. Será realizada às 14 horas, no no Plenarinho da Assembleia Legislativa.

Além de debates, a comitiva analisará as condições públicas de atendimento à mulher em situação de risco.

Segundo o Mapa da Violência elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça, o Paraná é o terceiro estado em homicídios femininos. No Paraná, 6,3 mulheres são mortas em cada grupo de 100 mil. Em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, mais de 24 mulheres são mortas para cada 100 mil.

Convidados
Foram convidados para a audiência o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Miguel Kfouri Neto; o secretário de Segurança Pública do estado, Reinaldo Almeida César; a secretária de Saúde, Michele Caputo Neto; a defensora pública-geral do estado, Josiane Fruet Lupion; e, as representantes das secretarias da Família e Desenvolvimento Social e da Justiça Cidadania e Direitos Humanos, Fernanda Richa e Maria Gomes, respectivamente.

Outras audiências
A CPMI, que é presidida pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), também marcou outras audiências externas. Serão nos dias:
29/06 – São Paulo (SP)
13/07 – Salvador (BA)
09/08 – João Pessoa (PB)
10/08 – Queimadas (PB)

Segundo a relatora da CPMI, senadora Ana Rita (PT-ES), a comissão fará visitas aos dez estados que registram maior número de casos de violência contra a mulher. A CPMI já visitou Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Alagoas, sendo os dois últimos os de piores índices, respectivamente.

O Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo. Conforme o Mapa da Violência, nos últimos 30 anos, 91 mil mulheres foram assassinadas, sendo 43 mil só na última década. A maior incidência ocorre no espaço doméstico. “O lar doce lar não é mais seguro: 68,8% dos homicídios ocorrem dentro de casa e são praticados pelos cônjuges”, disse Ana Rita.

As audiências públicas da CPMI serão realizadas nas Assembleias Legislativas dos estados.

Matéria atualizada em 22/06, às 17h56.

Da Redação/ RCA
Com informações da Agência Senado

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