CPI do Trabalho Escravo discute roteiro de visitas aos estados
16/05/2012 - 00:09
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo, deputado Cláudio Puty (PT-PA), se reuniu nesta terça-feira (15) com os presidentes das comissões de Direitos Humanos das assembleias legislativas do Ceará, do Maranhão e do Tocantins. Esses serão os três primeiros estados a serem visitados pela CPI a partir de junho.
“Tomaremos como base os 294 nomes indicados na lista suja do Ministério do Trabalho para começar a ouvir vítimas e acusados de trabalho escravo no Brasil. Queremos encontrar caminhos para erradicar essa praga e, para isso, conheceremos em profundidade a real situação nos estados”, disse Puty.
Ceará e Maranhão
A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Ceará, deputada estadual Eliane Novais (PSB), afirmou que o estado é exportador de mão de obra escrava para o Sudeste e o Centro-Oeste. Ela também disse que há queixas dos auditores fiscais do Trabalho sobre a falta de proteção para o exercício da atividade no estado.
Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Bira do Pindaré (PT), disse que o seu estado é o maior exportador de mão de obra escrava do Brasil e lidera a lista de estados que empregam pessoas em condição degradante e análoga à escrava.
“Sabemos que os pilares do trabalho escravo são a impunidade e o modelo econômico adotado em alguns setores. A presença da CPI nos estados será fundamental para levantarmos os casos exemplares e dar visibilidade a essas questões”, declarou.
Tocantins e DF
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Tocantins, deputado estadual Freire Júnior (PSDB), disse que a visita da CPI vai ajudar a verificar o cumprimento da legislação trabalhista no estado.
Também participou da reunião desta terça-feira a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada distrital Celina Leão (PSD). Ela afirmou que o DF apresenta casos isolados de trabalho escravo e que a maior preocupação do governo local é com crianças e adolescentes que trabalham no lixão.
Da Redação/PT