Política e Administração Pública

Proposta proíbe diplomação de eleito condenado em segunda instância

02/03/2012 - 18:23  

Arquivo/ Gustavo Lima
Célia Rocha
Para Celia Rocha, atualmente criminosos podem burlar a lei, valendo-se do mandato como escudo.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3162/12, da deputada Celia Rocha (PTB-AL), que impede a diplomação, antes do julgamento do processo, de candidato eleito ou suplente que tiver a prisão preventiva decretada ou confirmada por órgão judicial colegiado – a partir da segunda instância.

Se aprovada, a medida valerá para condenações pelos crimes de homicídio doloso, exploração sexual de criança e adolescente, estupro, tráfico de drogas, exploração sexual, trabalho análogo ao de escravo, racismo, tortura e terrorismo.

“O Código Eleitoral [Lei 4.737/65] estabelece que os candidatos eleitos e os suplentes recebam diploma assinado pelo presidente do Tribunal Superior, do Tribunal Regional ou da Junta Eleitoral, mas não fixa as hipóteses que autorizariam a suspensão da expedição do diploma, possibilitando que criminosos burlem a lei, valendo-se do mandato como escudo”, argumenta a deputada.

Embora sob outro aspecto, pois trata de candidaturas, as restrições propostas já estão inseridas na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) que, entre outras medidas, impede que pessoas condenadas em decisão colegiada se candidatem a cargos eletivos.

Tramitação

O projeto aguarda distribuição às comissões da Câmara.

Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Juliano Pires

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