Lula dará ênfase à geração de empregos

01/01/2003 - 16:02  

Em seu discurso, Lula prometeu dar ênfase à geração de empregos, com medidas como o programa de primeiro emprego, para abrir o mercado de trabalho aos jovens. Mas, para isso, ele lembrou ser necessário garantir a estabilidade da moeda e o equilíbrio das finanças públicas, além de investir na infraestrutura e na capacitação tecnológica nacionais. O presidente afirma que
haverá esforços para aumentar a exportação e fortalecer as micro e pequenas empresas.
Lula diz que o Brasil terá um projeto de desenvolvimento ao mesmo tempo nacional e universalista, sem se fechar para o mundo.

PACTO SOCIAL
O novo presidente da República defendeu um pacto social destinado a tirar o País da estagnação e retomar o desenvolvimento sócio-econômico. Esse pacto, segundo ele, viabilizará as reformas reclamadas pela sociedade brasileira, entre as quais a trabalhista, a política, a tributária e a agrária.
Para implementar as mudanças, Lula anunciou, ainda para este mês, a criação do Conselho Social de Desenvolvimento Econômico e Social. O órgão terá representantes dos setores produtivos da sociedade civil e traçará as diretrizes do novo ciclo de desenvolvimento nacional.

MOMENTO VITAL
O presidente diz que foi no espírito do pacto social que montou seu ministério, e que vai adotar um novo estilo de governo, com permanente estímulo à participação social.
Para Lula, este é o momento oportuno para o pacto social, já que o novo Governo tem ao seu lado a vontade nacional. De acordo com ele, a sociedade está unida no propósito de contribuir para que o País cumpra o seu destino histórico de desenvolvimento e justiça social.

COMBATE À CORRUPÇÃO
Ele prometeu governar com transparência e estímulo à participação popular; e combater a corrupção e a impunidade. "Não permitiremos que a corrupção, a sonegação e os desperdícios continuem a privar a população de recursos que são seus", disse Lula, lembrando que ser honesto não significa apenas não roubar e não deixar roubar, mas também aplicar com eficiência os recursos públicos.
O novo presidente prometeu também que manterá uma "relação construtiva e fraterna" com os outros Poderes da República, dos quais respeitará a independência constitucional. Aos congressistas, ele lembrou que foi parlamentar e pediu ajuda para aprovar as reformas que a sociedade espera.

Por Rejane Oliveira/ RO

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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