Deputadas protestam contra demora no julgamento do caso Ceci Cunha
14/12/2011 - 22:00
A bancada feminina da Câmara realizou nesta quarta-feira, durante a sessão do Plenário, um ato com o objetivo de chamar atenção para o julgamento dos acusados pela morte da deputada Ceci Cunha (PSDB-AL), assassinada há 13 anos, supostamente a mando de seu suplente, o ex-deputado Talvane Albuquerque, que teve o mandato cassado pela Câmara por seu envolvimento no assassinato. O crime, do qual foram vítimas também o marido de Ceci e dois de seus parentes, teria sido cometido por assessores e seguranças de Albuquerque.
O júri popular está marcado para 16 de janeiro, em Alagoas, e atende a uma solicitação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considera o crime um dos dez casos de impunidade que mais afetam a credibilidade do Poder Judiciário.
Várias deputadas pediram justiça em Plenário e se solidarizaram com Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que é eleita atualmente pela mesma base de Ceci Cunha, e que fará uma mobilização popular em Maceió para acompanhar o julgamento.
A 1ª vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), disse que Ceci Cunha “foi assassinada brutalmente por ter ganhado uma eleição”. Para Rose de Freitas, o ato de protesto teve o objetivo de manifestar o “espanto com a impunidade” e pedir para que a justiça seja feita e que o autor pague pelo crime que cometeu. Na avaliação da deputada, é preciso que se eduque a sociedade para entender o respeito à mulher e para não aceitar a impunidade contra a violência.
A deputada Celia Rocha (PTB-AL) lembrou que o crime de 1998 ficou conhecido como “a chacina da gruta”. O caso, na avaliação de Keiko Ota (PSB-SP), é um exemplo de como a impunidade ainda se faz presente no País. “Não podemos tolerar esta longa demora por parte do Judiciário”, afirmou.
Da Reportagem
Edição - Rosalva Nunes