Trabalho, Previdência e Assistência

MPT: marcas devem ser responsabilizadas por trabalho escravo em confecções

09/11/2011 - 17:36  

A procuradora do Ministério Público do Trabalho de Campinas (SP) Fabíola Junges Zani afirmou nesta quarta-feira que os trabalhadores bolivianos que atuam nas oficinas de confecção, em São Paulo, são explorados por uma cadeia produtiva, que tem no topo marcas de grife.

Segundo ela, quem deve ser responsabilizado por esse crime é o beneficiário final, ou seja, o detentor da marca, se referindo à empresa Zara, acusada de manter mão de obra escrava por meio da terceirização.

A declaração foi dada durante audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. A procuradora disse que a marca tem mais de 100% de lucro. “Ela determina o custo, o padrão e o tecido usado na produção das peças. Então, deve ser responsabilizada por esse dano social, que é o trabalho degradante”, defendeu.

A audiência pública já terminou.

Reportagem – Jaciene Alves
Edição – Marcelo Westphalem

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