Política e Administração Pública

Candidatos defendem experiência para o cargo de ministro do TCU

21/09/2011 - 11:24  

Os três primeiros candidatos à vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) defenderam em discursos no Plenário a escolha de um nome que tenha perfil técnico ou experiência política.

Primeiro a falar, o deputado Átila Lins (PMDB-AM) disse que sua indicação partidária preenche os dois requisitos.  Lins lembrou que começou a carreira profissional como técnico e depois auditor do Tribunal de Contas do Amazonas. “Tenho uma larga experiência nas inspeções, auditorias e julgamento dos administradores públicos “Quero coloca-la à disposição do TCU”, disse o deputado. Ele também destacou que é parlamentar há 21 anos, período em que pode construir uma boa relação com os demais deputados, que pretende levar para a corte de contas, caso seja eleito hoje.

O deputado Aldo Rebelo (SP), candidato pelo seu partido (PCdoB), ressaltou a experiência política que acumulou na Câmara desde 1991. Segundo ele, sua candidatura não integra um projeto pessoal ou partidário, mas faz parte do desejo político de estabelecer um novo debate sobre o TCU, que na sua missão precisa aliar rigor com a simplificação dos processos. Segundo ele, a burocracia fez com que o controle externo no País passasse a encarar o gastos públicos como sinônimo de corrupção. “Não é política de interesse público por órgãos de controle como se sua principal função fosse criminalizar os gastos dos entes federativos. Esse debate deve ser realizado com equilíbrio e responsabilidade”, disse.

Único candidato independente, o auditor Rosendo severo, que conta com apoio do PPS, fez um curto discurso, em que também destacou a importância de escolher um nome com perfil técnico. “O TCU é um órgão eminentemente técnico. O tribunal emite um parecer técnico para subsidiar o julgamento político”, disse Severo.

Ele afirmou que sua candidatura não deve ser encarada como um desafio à Câmara, já que a vaga em disputa desta vez é da Câmara. “Estou oferecendo um nome técnico para uma função técnica”, afirmou o auditor, que trabalha no tribunal há 21 anos. Ele disse ainda que sua indicação deve ser vista como um apelo da sociedade para combater a corrupção e os desvios de recursos públicos. Severo faz parte de um movimento liderado pela União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar), para mudar as regras de indicação de ministro da corte de contas.

O Plenário ouve neste momento os outros candidatos a vaga de ministro do TCU.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Wilson Silveira

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