Movimento negro cobra maior participação na política
13/07/2011 - 16:35
Manifestantes do movimento negro cobraram há pouco a inclusão de mecanismos que fortaleçam a participação dessa população no sistema político-eleitoral brasileiro.
Durante audiência pública da Comissão Especial da Reforma Política, o representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Gilson Nunes Vitório, reivindicou a adoção do financiamento público exclusivo de campanha como o principal instrumento para permitir a democratização do Congresso Nacional, aumentando a quantidade de cadeiras ocupadas pelas populações negra, feminina e indígena. “A cada momento, os gastos das eleições aumentam e, sem condições financeiras, fica difícil a participação de candidatos negros, seja qual for o partido”, declarou.
A sub-representação negra no Legislativo brasileiro foi explicitada por um levantamento apresentado pela União de Negros pela Igualdade (Unegro). De acordo com o estudo, há apenas 43 deputados federais que se autodeclaram negros (8,5% do total), enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) registra cerca de 51% da população autodeclarada como negra ou parda.
Segundo a Unegro, há ainda sete estados sem negros em suas assembleias legislativas (Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso do Sul). “Nenhuma nação completa sua democracia excluindo das esferas de decisão uma parcela tão grande de sua população”, declarou o coordenador-geral da Unegro, Edson Luís de França.
A audiência é realizada no plenário 13.
Continue acompanhando a cobertura dessa reunião.
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Reportagem – Rodrigo Bittar
Edição – Regina Céli Assumpção