Política e Administração Pública

Oposição insiste na investigação de Palocci

25/05/2011 - 21:43  

Com as recentes denúncias de enriquecimento acelerado de Palocci feitas pelo jornal Folha de São Paulo, várias frentes têm sido abertas pela oposição: coleta de assinaturas para CPI, representação na Procuradoria Geral da República e requerimentos em várias comissões da Câmara para convocar o ministro a depor.

A movimentação oposicionista aumentou nesta quarta-feira com a suspeita de que uma das empresas atendidas por Palocci teria colaborado com a campanha, entre outros, da presidente Dilma Rousseff.

O difícil tem sido votar qualquer requerimento. A base governista está atenta, tem evitado a votação e só a permite quando é maioria, como foi o caso desta quarta-feira na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, segundo afirma o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mas, segundo o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), a oposição vai continuar tentando.

Sigilo do caseiro
Outra frente de atuação da oposição foi aberta nesta quarta-feira pelo PPS. O partido entrou com representação na Procuradoria Geral da República pedindo reabertura das investigações no caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos em 2006 e que levou à demissão de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda. Posteriormente, o caso foi arquivado por falta de provas.

Porém, matéria publicada nesta quarta-feira, também pela Folha de São Paulo, revela que a Caixa Econômica Federal informou à Justiça, na ação que Francenildo move contra o banco, que o responsável pela violação dos dados do caseiro foi o gabinete do então ministro.

Reportagem – Aprigio Nogueira/Rádio Câmara
Edição – Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.