Política e Administração Pública

Presidente instaura processo contra Jaqueline e defende mudança no conselho

23/03/2011 - 15:24  

O Conselho de Ética instaurou há pouco processo disciplinar por quebra de decoro contra Jaqueline Roriz (PMN-DF). A partir de agora, ela não pode mais renunciar para escapar dos efeitos do processo. A deputada é acusada de receber recursos ilícitos durante sua campanha para a Câmara Legislativa, em 2006.

Durante a reunião, o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PDT-BA), defendeu duas mudanças no colegiado: o aumento do número de seus integrantes (hoje são 15 titulares e 15 suplentes) e a possibilidade de gradação da pena.

No primeiro caso, Araújo argumenta que a quantidade limitada de integrantes impossibilita a participação de alguns partidos, como o próprio Psol, autor da representação contra Jaqueline. Já a gradação da pena é necessária, segundo ele, porque hoje o relator deve se ater à pena sugerida na representação.

“Todas as representações sempre pedem a pena máxima, cassação, e muitas vezes somos criticados porque o representado não foi penalizado. É que muitas vezes ele não merece ser cassado, mas merece uma pena qualquer, como suspensão”, argumentou.

A reunião ocorre no plenário 11.

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Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Daniella Cronemberger

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