Política e Administração Pública

Deputados apoiam proposta de Temer

16/02/2011 - 15:15  

Alves: sistema proporcional não resolveu distorções.

Para o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), a proposta apresentada pelo vice-presidente Michel Temer na reunião da bancada nesta quarta-feira, de acabar com o voto proporcional, indica o melhor caminho para a construção da reforma política. "Nós vivemos distorções gravíssimas e o sistema proporcional, ao longo dos anos, não resolveu essas distorções", afirmou.

Segundo o líder do PMDB, as queixas em todas as eleições provam que o sistema proporcional também não resolveu a questão da legitimidade dos partidos. Alves afirmou que vai pedir aos parlamentares duas ou três prioridades para sistematizar a proposta de reforma política comum do partido, a ser oferecida a uma comissão especial ou ao Plenário. "Nós vamos firmar essa proposta como tema primordial da bancada do PMDB."

Diógenis Santos
Alceu Moreira: "discordâncias frontais" com ideias de Temer.

Debate
A maioria dos deputados que se manifestaram na reunião da bancada apoiou as teses do vice-presidente Michel Temer. Os parlamentares, porém, sugeriram alguns ajustes no texto final da reforma, incluindo a realização de eleições concomitantes para todos os cargos e um prazo de nove meses ao final da legislatura para mudança de partido. Eles querem, ainda, a realização da reforma por etapas.

O deputado Almeida Lima (PMDB-SE) defendeu que a reforma não se limite a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), mas que avance para mudanças na legislação eleitoral como um todo.

Para o deputado Arthur Maia (PMDB-BA), a reforma política deve ser enxuta e clara para não gerar mais insegurança jurídica aos candidatos. O deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) propôs a elaboração de uma reforma mais enxuta para valer em 2014 e de outra mais complexa, para 2018.

Já o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) disse ter "discordâncias frontais" com as ideias defendidas por Michel Temer. Para ele, a valorização dos partidos está relacionada à lista fechada. "No chamado ‘distritão' (eleições majoritárias) continuará havendo artistas de TV ocupando o lugar de grandes políticos", afirmou.

Reportagem - Rachel Librelon
Edição – Daniella Cronemberger

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.