Política e Administração Pública

Presidente pede mobilização popular por reformas

01/01/2011 - 19:08  

Além de repetir o que havia dito em seu primeiro discurso depois de eleita, em 31 de outubro, quando se disse disposta a “estender a mão à oposição”, a presidente Dilma Rousseff cobrou a mobilização de toda a população para avançar nas reformas propostas.

“É importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação do governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que juntos fizermos por ele hoje, do tamanho da participação de todos e de cada um, dos movimentos sociais, dos que labutam no campo, dos profissionais liberais, dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores, dos intelectuais, dos servidores, dos empresários, das mulheres, dos negros, dos índios, dos jovens, de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação”, enumerou.

Energia
Dilma Rousseff lembrou a descoberta de petróleo na camada do pré-sal e cobrou a aplicação “com responsabilidade” dos recursos obtidos a partir da exploração do mineral. “O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e futuras gerações serviços públicos de qualidade”, disse.

Para ela, o País vive “apenas o início de uma nova era” de desenvolvimento econômico e social. “Pela primeira vez, o Brasil tem a chance de se tornar uma nação desenvolvida”, afirmou. Dilma garantiu que esse desenvolvimento será feito preservando as reservas naturais do País.

Dilma defendeu ser possível crescer aceleradamente sem destruir o meio ambiente. “Somos e seremos os campeões mundiais da energia limpa. O etanol, as fontes hídricas e alternativas terão grande prioridade e incentivo”, garantiu.

Transparência na política
A nova presidente destacou a necessidade de pelo menos duas reformas que deverão ser patrocinadas por seu governo: a política e a tributária. Em relação à política, Dilma classificou como “indeclinável e urgente” uma reforma que mude a legislação e faça “avançar nossa jovem democracia”, fortalecendo o sentido programático dos partidos e aperfeiçoando as instituições, restaurando valores e dando mais transparência à atividade pública.

A reforma tributária foi lembrada pela necessidade de garantir um ciclo de crescimento econômico maior, com estabilidade de preços e redução das “travas que ainda inibem o dinamismo da nossa economia”. O objetivo, segundo a presidente, é facilitar a produção e estimular o empreendedorismo.

“É inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte”, afirmou.

De acordo com o cerimonial da Câmara dos Deputados, cerca de mil pessoas, incluindo convidados e integrantes de delegações estrangeiras, participaram da posse da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Também compareceram cerca de mil servidores (da Câmara e do Senado) e 500 jornalistas credenciados.

Reportagem – Rodrigo Bittar
Edição – João Pitella Junior

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