Dilma reconhece a importância de Lula e José Alencar
01/01/2011 - 19:01
A presidente Dilma Rousseff deixou para o seu segundo pronunciamento público depois de empossada, no parlatório do Palácio do Planalto, a sua maior manifestação de enaltecimento do ex-presidente Lula e do ex vice-presidente José Alencar, que não compareceu à cerimônia por estar internado em tratamento contra o câncer, em São Paulo.
Diante da população, ela prometeu honrar o legado de Lula e avançar na obra de transformação do Brasil iniciada pelo ex-presidente, ressaltando o “olhar social” que teria marcado os últimos oito anos. “Aprendemos com eles [Lula e José Alencar]. Quando se governa pensando nos mais necessitados, uma imensa força brota no nosso País. Reafirmo esse compromisso de cuidar com carinho dos mais necessitados”, disse.
Ela chamou Lula de “o maior líder popular que o Brasil já teve” e disse que ele não estará ausente de seu governo. “Lula estará conosco. Sei que a distância do cargo nada significa para um homem de tanta grandeza e generosidade”, ressaltou.
Dilma destacou ainda o desafio de governar um país tão grande quanto o Brasil: “Para governar um país continental como o nosso, é preciso ter grandes sonhos. Foi por acreditar que não havia impossível que ele [Lula] fez tanto.”
A presidente pediu o apoio de todos para o seu governo e afirmou que vai respeitar a oposição. “Espero que estejamos todos unidos pela mudança na educação, na saúde e na segurança; e na luta para combater a miséria. Buscarei apoio e respeitarei a crítica”, enfatizou.
Mulheres no poder
Com a faixa presidencial, a presidente ressaltou a importância histórica da posse de uma mulher na Presidência da República. “Para além da minha pessoa, a valorização da mulher melhora a sociedade e valoriza a democracia”, disse.
A presidente voltou a se emocionar ao fazer uma referência ao seu passado na luta contra a ditadura militar. “A minha geração veio para a política em busca da liberdade, em um tempo de escuridão e medo. Aos companheiros que tombaram, minha homenagem e lembrança”, disse Dilma, com a voz embargada. No discurso feito anteriormente, no Congresso Nacional, ela também havia se emocionado ao se referir às vítimas da ditadura.
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – João Pitella Junior