Segurança

OAB e advogado criticam investigação da morte de ex-ministro do TSE

16/12/2010 - 11:39  

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seção DF, Francisco Caputo Neto, e o advogado Rodrigo de Alencastro criticaram hoje a condução das investigações do assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela pela 1ª DP e pela Coordenação de Crimes contra a Vida (Corvida).

O crime ocorreu em agosto de 2009, na quadra 113 Sul de Brasília. Villela foi morto a facadas junto com sua esposa, Maria Carvalho Villela, e a empregada Francisca Nascimento da Silva. Depois de uma investigação tumultuada (pela 1ª DP, depois por uma força-tarefa e depois pela Coordenação de Crimes Contra a Vida-Corvida), três pessoas foram presas por uma outra delegacia, a 8ª DP, e confessaram a execução do crime. Ainda assim, permanece a acusação de uma das três delegadas do caso contra a filha do casal, Adriana Villela.

Francisco Caputo disse que, no âmbito da 1ª DP (delegada Martha Vargas), há indícios de prisão sem mandato, tortura e fraude processual. Disse também que, na Corvida (delegada Mabel Corea), há indícios de uso indevido de algemas, sumiço de provas e tentativa de alterar depoimentos. Ele afirmou também que a OAB teve dificuldade de contatar os três acusados do crime que estão presos.

Rodrigo de Alencastro, defensor de Adriana Villela, disse que sua cliente sempre colaborou com as investigações, mas mesmo assim teria sido maltratada pela polícia. Ele também criticou a divulgação de informações sigilosas do inquérito.

A delegada Deborah Menezes, da 8ª DP, responsável pelas prisões que mudaram o rumo do processo, disse que, ao apurar um caso que não era seu, apenas seguiu seu dever de investigar informações que obteve.

O secretário da Segurança Pública do Distrito Federal, João Monteiro Neto, o promotor Maurício Miranda e a delegada Mabel Correa não compareceram à audiência, que está sendo realizada neste momento pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Alguns amigos e parentes de Adriana Villela estão na audiência com cartazes em seu apoio.

A reunião prossegue no plenário 6.

Continue acompanhando a cobertura deste evento.

Reportagem – Sílvia Mugnatto /Rádio Câmara
Edição – Wilson Silveira

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