Líder defende PT na Presidência da Câmara em 2011
06/10/2010 - 19:08

O PT saiu das eleições deste ano com a maior bancada na Câmara: são 88 deputados, nove a mais do que a bancada atual. Com o resultado favorável, o líder do governo na Casa, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu nesta quarta-feira (6) que o partido tenha direito a ocupar a Presidência da Câmara no ano que vem. O cargo é atualmente do deputado Michel Temer, do PMDB, que hoje possui a maior bancada.
“Como o PT é o partido majoritário, é natural que a Presidência da Câmara seja ocupada pelo partido. Mas essas discussões só serão iniciadas depois do segundo turno”, disse Vaccarezza.
Tanto ele quanto o atual 1º vice-presidente, Marco Maia (PT-RS), já foram cogitados para assumir o cargo. Mas, segundo Vaccarezza, o PT ainda não pensou em um nome. “O PT tem bons nomes para assumir a Presidência. Estou entre esses 88 nomes, mas eu ainda não sou candidato”, disse.
Para o líder do governo, mais importante do que o nome escolhido é que essa indicação tenha o apoio de todos os deputados do PT e dos demais partidos da base. Ele lembrou da eleição da Mesa de 2005, em que o partido rachou e dois petistas – Virgílio Guimarães e Luiz Eduardo Greenhalgh – disputaram a Presidência da Câmara.
A divisão permitiu que o deputado Severino Cavalcanti, do PP, fosse eleito para comandar a Casa. “Naquela ocasião, o resultado foi trágico. Desta vez, o PT da Câmara está maduro e não haverá disputa interna.”
Votações
A Câmara só vai retomar as votações no plenário depois do segundo turno das eleições, em novembro. Segundo Vaccarezza, apesar de impopular, a medida foi tomada por acordo entre líderes de oposição e de governo. A polarização eleitoral entre PT e PSDB, segundo ele, poderia prejudicar a votação de projetos importantes.
“Não vou me eximir de nenhuma responsabilidade sobre essa decisão [cancelamento das votações], mas as eleições são um momento especial no País e qualquer tema importante que se tente votar será marcado pelos interesses eleitorais”, afirmou.
Segundo ele, não haverá prejuízo com a eventual perda de vigência de alguma medida provisória (MP), já que as propostas serão retomadas em outras MPs.
Reportagem - Carol Siqueira
Edição – Daniella Cronemberger