Política e Administração Pública

Plano de metas será elaborado com apoio da sociedade, diz ministro

16/06/2010 - 14:51  

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Samuel Pinheiro Guimarães, disse que a intenção da secretaria é desenvolver um plano de metas de longo prazo a partir de uma visão macro, em colaboração com a sociedade. Ele lembrou que, na maioria dos casos, a atuação dos ministérios é sempre setorial.

“O que nós estamos fazendo de diferente de programas já realizados no passado é atuar de maneira mais ampla e global”, disse Guimarães, em audiência pública realizada hoje na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Em relação ao pronunciamento do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que questionou quem deverá definir quais metas serão efetivamente executadas, o ministro afirmou que a ideia é sempre ouvir toda a sociedade, e que uma das possibilidades de auxílio na definição das prioridades seria encaminhar o plano de metas para discussão no Congresso.

Política externa
O ministro disse que, entre as metas previstas no plano de longo prazo, está o desafio da política externa brasileira de conseguir manter e até ampliar a participação do País na economia de países vizinhos.

“Dificilmente o Brasil vai conseguir ser um país desenvolvido se tiver ao seu redor, em sua maioria, países subdesenvolvidos”, afirmou. Segundo ele, seria preciso criar mecanismos mais eficazes para que o Brasil possa dar sua contribuição no desenvolvimento de países vizinhos.

O deputado Raul Jungmann chamou atenção para os prejuízos que uma possível assimetria do Brasil em relação ao desenvolvimento econômico de países com os quais ele negocia poderia causar. “Independentemente do que se faça nos próximos 20 anos, o Brasil influi decisivamente no mundo ao seu redor em razão de seu tamanho”, disse Jungmann.

O deputado sugeriu o desenvolvimento de algo parecido com o Plano Marshall, elaborado pelos Estados Unidos para financiar a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. Segundo Jungmann, um plano similar poderia auxiliar o Brasil no campo diplomático e ainda favorecer seu próprio crescimento econômico.

Reportagem - Murilo Souza
Edição - Pierre Triboli

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