Relações exteriores

Comissões da Câmara condenam ação de Israel

01/06/2010 - 17:08  

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP), condenou o uso de violência pelo Estado de Israel contra os ativistas que tentaram furar o bloqueio marítimo na Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária.

Para Fernandes, a ação acentua o conflito no Oriente Médio. "Por mais desculpas que o Estado de Israel dê, é condenável a violência, porque acabaram perdendo o controle da situação, gerando essa violência, que é intolerável."

O segundo-vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Domingos Dutra (PT-MA), também repudiou a reação israelense. "O Estado de Israel não respeita as resoluções da ONU, é um Estado que pratica violências inomináveis. Isso é um crime contra a humanidade, porque as pessoas estavam ali indefesas, não ofereciam nenhum perigo ao Estado de Israel, estavam levando ajuda humanitária, e Israel ataca uma área internacional, e não em território israelense". Domingos Dutra diz que a Comissão de Direitos Humanos deverá se manifestar formalmente em repúdio à agressão de Israel.

A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) se solidarizou com os ativistas e disse que " clara e indiscutivelmente, uma caravana de ajuda humanitária foi cruelmente atacada por uma frota do Estado de Israel, que teve a coragem de dizer que foi agredido". Na opinião da deputada, "esse ato é resultado da política externa dos Estados Unidos, que "tentam usar o Estado israelense como força de intervenção naquela área", disse.

Ações de terrorismo
Já o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) defende o equilíbrio na análise da situação. Ele lamenta as mortes derivadas da reação de Israel, que ele avalia como desproporcional e imprevidente, mas alerta para a possibilidade de a manifestação dos ativistas encobrir ações de terrorismo.

"Eu não vou endossar um ato de força desproporcional praticado por Israel. Mas não posso ignorar as razões da coibição do trânsito naquela costa, porque mesmo o ato de propaganda pode ensejar o transporte de armas agressivas que depois despejam foguetes sobre o Estado de Israel. Não temos um vilão e um mocinho. Temos um conflito".

Sobre a posição do Brasil, Ibsen Pinheiro considera que o País deve arbitrar o conflito, se necessário, ao invés de intensificá-lo, torcendo para um lado e condenando o outro.

Reportagem - Verônica Lima
Edição – Regina Céli Assumpção

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