Relações exteriores

Parlamento do Mercosul lança nota de repúdio à ação de Israel

01/06/2010 - 17:17  

Arquivo - Brizza Cavalcante
Dr. Rosinha: o Parlasul defende o diálogo como única forma civilizada de por fim às tensões.

A Mesa Diretora do Parlamento do MercosulBloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com o objetivo de criar um mercado comum com livre circulação de bens e serviços, adotar uma política externa comum e harmonizar legislações nacionais, tendo em vista uma maior integração. A adesão da Venezuela ao Mercosul já foi aprovada por Brasil, Argentina e Uruguai mas ainda precisa ser aprovada pelo Paraguai. Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador são países associados, ou seja, podem participar como convidados de reuniões do bloco. (Parlasul) aprovou nesta segunda-feira (31), em Buenos Aires, uma nota de repúdio ao Estado de Israel pelo ataque contra a frota de ajuda humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza, no Oriente Médio.

A nota manifesta a "indignação" do Parlasul contra "a violência absurda e desnecessária praticada pelo Estado de Israel". "Esse ato irracional de violência contra uma iniciativa humanitária e política absolutamente pacífica revela desprezo pela comunidade internacional e pelos princípios mais elementares do Direito Internacional Público", diz trecho da nota. "Deve-se salientar que o ataque desproporcional ocorreu ainda em águas internacionais."

O texto-base do documento foi proposto pelo deputado Dr. Rosinha (PT-PR), ex-presidente do Parlasul que representou, na reunião da Mesa, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), atual vice-presidente brasileiro do órgão.

Investigação internacional
A nota do Parlasul defende "uma investigação internacional consistente" que leve à "efetiva punição dos culpados pelo crime".

Composta por representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, a Mesa Diretora do órgão condenou ainda "o cruel bloqueio" à Faixa de Gaza, por punir indiscriminadamente crianças, mulheres e civis inocentes. "Trata-se [o bloqueio] de uma violência que não condiz com os princípios e os motivos que levaram à criação do Estado de Israel."

Por fim, o texto manifesta o apoio do Parlamento do Mercosul às iniciativas de paz e diálogo no Oriente Médio, "única forma viável e civilizada de por fim às tensões".

Da Redação/ RCA
Com informações do Parlamento do Mercosul

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