Para Febraban, lucros de bancos no País não são altos
04/05/2010 - 13:27
O economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, disse há pouco que, apesar do alto spreadDe modo simplificado, é o percentual embutido nos juros do empréstimo do qual o banco extrai o lucro e os valores para cobrir os custos e o risco da operação. Em termos técnicos, corresponde à diferença entre os juros pagos pelos bancos na captação de recursos e a taxa aplicada por eles nos empréstimos que concedem. O tamanho do spread depende de variáveis como o histórico de inadimplência do cliente, as condições do mercado, o volume do empréstimo e os impostos incidentes sobre a operação, entre outros. bancário no País, os lucros dos bancos nacionais não extrapolam os padrões internacionais.
Sardenberg participa de seminário da Comissão de Finanças e Tributação sobre as políticas de juros e câmbio do Banco Central (BC).
Segundo ele, dados do BC mostram que o spread nas operações entre bancos em empresas são de 17,1%, em média. Mas, de acordo com o economista, essa taxa passa para 12,1% ao se contabilizar também outros tipos de operação, como os créditos rurais e as operações de leasing.
Pelas contas de Sardenberg, apenas 4 pontos percentuais do total do spread representa o lucro líquido dos bancos. Isso porque, segundo ele, grande parte desse valor é gasto com despesas dos bancos, como impostos (23,3%) e inadimplência (34%).
O economista afirmou que o spread bancário no País pode ser diminuído se o governo reduzir os valores dos impostos cobrados dos bancos. Mas, de acordo com ele, os valores atuais condizem com os spreads de outros países, como o México (19,9%) e o Chile (17,9%).
Depósitos compulsórios
Durante o seminário, Sardenberg também criticou os índices dos chamados depósitos compulsórios no País. Os bancos comerciais são obrigados por lei a depositar, junto ao Banco Central, parte de suas captações em depósitos à vista ou outros títulos contábeis. Por meio dessa medida, o BC pode garantir o poder de compra da moeda nacional.
Para Sardenberg, os índices de depósitos à vista no Brasil são muito altos. Segundo ele, as taxas no País são de 47%, enquanto que, na Argentina, são de 19%.
Reportagem – Silvia Mugnatto/Rádio Câmara
Edição – Carolina Pompeu