Deputado elogia aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul
17/12/2009 - 16:48

O presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), elogiou a aprovação da entrada da Venezuela no bloco. Após o aval do Senado brasileiro, na terça-feira (15), a integração da Venezuela depende agora do Paraguai.
Segundo Tóffano, as vantagens da adesão da Venezuela superam receios em relação ao poder de veto conferido aos integrantes do Mercosul, o que pode interromper negociações de acordos com outros países. O deputado afirmou que há uma expectativa de que o presidente Hugo Chávez possa utilizar-se desse poder de veto para colocar entraves e posicionar-se sobre questões ideológicas, mas destaca que a adesão ao bloco é do Estado venezuelano, e não de seu presidente.
"O presidente é passageiro e nós não podemos submeter uma população maravilhosa, um país que está cheio de florestas e tem grandes metrópoles simplesmente pelo presidente. Não podemos privar essa população de vir ao Mercosul. Temos que trazê-la e fazer o que for possível para tornar o regime venezuelano mais próximo do que aquilo que a gente, subjetivamente, considera como sendo ideal", ressaltou.
Entre os pontos positivos, Tóffano apontou a importância de um país da parte norte do continente sul-americano integrar o Mercosul, composto hoje por Argentina, Uruguai e Paraguai, além do Brasil. "Talvez isso crie um incentivo para que outros Estados venham de forma mais contundente, como a Bolívia, que já é associada. Aí a gente entra em outra questão: a possibilidade de trabalhar a Bacia Amazônica de forma integrada, com uma gestão integrada, em nível de Mercosul", disse.
Eleição
O deputado defendeu a eleição dos parlamentares brasileiros do Mercosul em 2012, e não no próximo ano. "Em 2010 temos uma eleição muito grande, ou seja, nós vamos votar para presidente da República, governador de estado, dois senadores, deputado estadual, deputado federal. Incluir mais um voto aí seria, de certa forma, um fator complicador. Talvez representasse até aumento de fila no momento das eleições."
Segundo Tóffano, a escolha em 2012 pode trazer mais candidatos de qualidade para representar o Brasil, porque haverá menos cargos em disputa: prefeito, vereador e parlamentar do Mercosul.
Em um primeiro momento, o Brasil vai contar com 37 representantes. Em 2014, esse número será ampliado. Até agora, apenas a Argentina e o Uruguai elegeram seus representantes.
Reportagem – Idhelene Macedo/Rádio Câmara
Edição – Marcos Rossi