Educação, cultura e esportes

COB propõe destinar um por cento do faturamento da telefonia para o Esporte

18/11/2009 - 20:18  

Durante audiência da Comissão de Turismo e Desporto sobre o planejamento para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, sugeriu aos parlamentares um projeto para destinar 1% do faturamento do setor de telefonia ao esporte.

Nuzman propôs que os recursos beneficiem todas as entidades esportivas e não apenas o Comitê Olímpico Brasileiro. Segundo ele, a Argentina está prestes a adotar essa medida e tem expectativa de arrecadar 60 milhões de dólares por ano. "Se isso acontecer, eles rapidamente passam o Brasil."

"Então, estou trazendo a mesma receita de bolo e gostaria que os deputados pensassem, porque nós não podemos ficar atrás da Argentina. Eles vão ganhar mais que o dobro que nós", argumenta. "Temos uma Colômbia que está crescendo, a Venezuela... E nós estaremos com orçamento menor do que todos esses países." Na próxima terça-feira, um grupo de integrantes da Comissão de Turismo e Desporto deve discutir a proposta.

Orçamento dos Jogos
O presidente do COB também explicou aos deputados que o Comitê Organizador terá 2,8 bilhões de dólares para organizar os Jogos Olímpicos em si - abertura, encerramento e competições.

Já as obras de infraestrutura, como a construção de ginásios e melhorias em transporte, serão de responsabilidade da Autoridade Pública Olímpica, formada pelos governos federal, estadual e municipal.

Apesar de não concordar com a afirmação do deputado Silvio Torres (PSDB-SP) de que é preciso resgatar a imagem do País depois dos problemas de organização dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio, Carlos Arthur Nuzman destacou a diferença de organização entre os dois eventos.

Ele explicou que o PAN foi organizado pela Odepa, Organização Desportiva Pan-americana. Já as Olimpíadas terão fiscalizarão permanente e criteriosa do COI, o Comitê Olímpico Internacional.

Nuzman destacou ainda o legado que os Jogos Olímpicos vão deixar ao Rio de Janeiro, como a melhoria da imagem da cidade, o desenvolvimento do turismo, o centro olímpico de treinamento, a revitalização da zona portuária, melhorias no sistema de transporte e a adoção da classificação internacional de hotéis.

Competência
O presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado Afonso Hamm (PP-RS), diz que os parlamentares vão acompanhar a organização das Olimpíadas e que acredita na competência do Brasil para organizar os Jogos.

"Tenho essa convicção porque, se tivemos a competência de disputar com países absolutamente desenvolvidos, e o projeto do Brasil foi o vencedor, isso significa que temos competência", avalia.

Segundo o deputado, o que é necessário é ampliar essa participação. "Nós precisamos ser agentes da construção desse projeto. Nossa comissão já está estabelecendo essa agenda de trabalho".

Possibilidade de medalhas
Até o dia 30 de novembro, as confederações de cada modalidade devem apresentar projetos ao Comitê Olímpico Brasileiro identificando atletas com possibilidade de medalhas e estratégias de preparação desses esportistas.

Carlos Arthur Nuzman destacou ainda que haverá um esforço para apoiar modalidades ainda não consagradas no País, como taekwondo, badmington e esgrima, entre outras.

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Reportagem - Alexandre Pôrto/Rádio Câmara
Edição - Newton Araújo

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