Secretários destacam vantagens do trem de alta velocidade
30/09/2009 - 19:57
O secretário Executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, destacou nesta quarta-feira, em seminário na Câmara, os impactos esperados com a implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.
Entre eles, o secretário citou a redução da pressão sobre a infraestrutura rodoviária e aeroviária; a redução da emissão de poluentes; a indução ao desenvolvimento regional; e o desenvolvimento tecnológico do sistema de transportes no Brasil. Passos participou de seminário sobre o sistema ferroviário brasileiro, promovido pela Comissão de Viação e Transportes.
Segundo o secretário, o TAV vai atender uma demanda que, em 2008, era de 33.800 passageiros, com tempo de viagem entre Rio e São Paulo de 1h30, e do Rio a Campinas de 2h08. A velocidade máxima será de 350 km/h e a extensão total do projeto, de 510,8 quilômetros. Passos ressaltou que o trecho Rio - São Paulo terá três trens por hora no horário de pico, um a cada 20 minutos.
Passos disse que os investimentos para implantação do sistema serão de R$ 34,6 bilhões e a projeção de receita, em 2014, é de R$ 2,3 bilhões. Passos disse ainda que o governo estuda a possibilidade de ampliação do sistema para atender a cidade de Belo Horizonte (MG). O processo de licitação, de acordo com o secretário, começa em dezembro deste ano e a apresentação de propostas está prevista para até março de 2010. "Até junho de 2010 será feita a homologação", afirmou Passos.
Conexão econômica
Já o secretário de Transportes do estado do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, observou que o projeto do TAV vai incrementar a conexão econômica com São Paulo. Ele informou que 65% dos cidadãos que moram em São Paulo nunca foram ao Rio de Janeiro. Além disso, observou, o projeto vai atenuar a saturação da via Dutra.
Lopes destacou que o Rio de Janeiro reivindica que seja priorizada a operação do trecho Rio - São Paulo. O estado também sugere, de acordo com o secretário, que a segunda linha a ser implantada seja a conexão com Belo Horizonte.
O vice-presidente da Comissão de Transportes, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), questionou se o sistema de transporte de alta velocidade é uma política pública prioritária para o Brasil e se esse modal vai receber os investimentos previstos. "A proposta apresentada é um paraíso, mas existem realmente recursos disponíveis para a concretização do projeto?", indagou.
Na avaliação do presidente da comissão, deputado Jaime Martins (PR-MG), o governo brasileiro está interessado na questão, mas precisa agir com mais celeridade, em razão de 2010 ser ano eleitoral.
Representantes de sete países (França, Alemanha, Itália, Coreia do Sul, China, Japão e Espanha) também participaram dos debates. Eles falaram sobre o sistema de transporte de alta velocidade em seus países, apontando as vantagens do seu TAV para o Brasil. Empresas desses países vão participar da licitação para implantação do TAV no Brasil.
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Reportagem – Oscar Telles
Edição - Newton Araújo
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