Política e Administração Pública

Tóffano quer ampliar cooperação do Brasil com países do Mercosul

29/05/2009 - 11:24  

O parlamentar também quer debater a legislação do bloco a respeito das águas transfronteiriças

O novo presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), acredita que o País deve apoiar os outros países do bloco no processo de integração e combater a idéia de que o Brasil seja uma minipotência opressora.

Em entrevista à Rádio Câmara, Tóffano – que foi eleito na quarta-feira (27) - lembrou que, em todo mundo, os países estão formando blocos regionais.

"Os países perceberam que é impossível manter sua vontade individualmente. A última potência hegemônica que existia eram os Estados Unidos e agora estamos vendo o que estão colhendo por não terem feito uma gestão mais multilateral. Os países da Europa, com mais inteligência, se associaram", comparou o parlamentar, ressaltando que a União Européia serve de exemplo para o Mercosul.

Tóffano explicou que, como em quase todos os outros blocos regionais, o processo de integração no Mercosul também se iniciou na área econômica. "Agora estamos em busca da integração cultural e socioambiental. Esse é o papel do Parlamento."

O presidente disse ainda que o Parlamento também vai poder reposicionar a imagem do Brasil, que está sendo construída como a de uma minipotência. "Alguns países com quem temos trabalhado nos veem como uma minipotência que oprime."

Na avaliação do parlamentar, no entanto, o Brasil deve ajudar os países vizinhos no processo de integração regional. "Acho que o presidente Lula está no caminho certo, fazendo as concessões que tem feito e também colocando alguns limites para que também não seja um poço sem fundo."

Meio ambiente
Tóffano, que é do Partido Verde, também avaliou como a questão ambiental deve ser conduzida no âmbito do Parlasul. "Aproximadamente 25% dos rios do mundo atravessam os países do Mercosul e não temos legislação específica para isso. Temos a maior reserva de água doce do mundo, que é o Aquifero Guarani. Precisamos trabalhar normas mais contundentes para proteger nossos mananciais."

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Da Redação/ ND
Com informações da Rádio Câmara

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