Economia

Sindicalista pede mais empréstimos do BNDES a pequeno empresário

15/04/2009 - 22:37  

Em audiência nesta quarta-feira da comissão especial da Câmara que avalia o impacto da crise econômica mundial sobre os setores de serviços e emprego, o representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiras, Joílson do Nascimento, reclamou da dificuldade que os pequenos e médios empresários têm para tomar empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apesar de serem eles os que mais criam empregos.

O sindicalista também criticou a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dado pelo governo ao setor automotivo. Ele defendeu o benefício para o setor de alimentos.

Joílson do Nascimento disse ainda que o Brasil se saiu melhor na crise porque aqui houve contestação ao modelo neoliberal, e ressaltou que é necessário combater o oportunismo de alguns setores empresariais que, em sua opinião, querem se aproveitar da situação.

Estruturação interna
O relator da comissão especial, deputado Vicentinho (PT-SP), afirmou que, por ter se preparado minimamente, o Brasil chegou depois e sairá antes da crise. "Isso se deve à estruturação interna do País, a programas como o PAC, à base industrial, à formalização do emprego", destacou.

Vicentinho chamou a atenção ainda para os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgados nesta quarta-feira, que apontaram a criação de 34.818 vagas com carteira assinada em março. "Isso significa que o pior já passou", disse.

O deputado declarou que ainda vai ouvir várias técnicos e representantes da área econômico-financeira antes de concluir seu relatório com sugestões de projetos de lei.

Recuperação
Presente à audiência, o professor Carlos Ilton Cleto, do Centro Universitário FAE-PR, também afirmou que o país começa a dar sinais de recuperação. Ele citou a taxa de desemprego, que se manteve praticamente estável, em 8,5%, em fevereiro deste ano em comparação com o mesmo mês de 2008, e dados como o do rendimento médio real da população ocupada, de R$ 1.321 em fevereiro, permanecendo estável frente a janeiro, e 4,6% maior do que em fevereiro de 2008.

Carlos Cleto considera que a crise deve ser avaliada com cuidado porque está apenas no começo, mas apontou saídas para enfrentá-la. Entre elas, está a manutenção da demanda interna, com crédito para o trabalhador, evitando assim que o País fique dependente da demanda externa. Ele também ressaltou a importância de investir no setor de construção civil, para absorver a mão-de-obra, o que o governo já vem fazendo.

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Reportagem - Paulo Roberto Miranda/Rádio Câmara
Edição - Marcos Rossi

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