Política e Administração Pública

Comissão aprova projeto que institui orçamento impositivo nos municípios

Proposta continua em análise na Câmara dos Deputados

29/04/2026 - 13:33  

Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Pastor Sargento Isidório em reunião de comissão
Pastor Sargento Isidório, autor do projeto

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/19, que institui o orçamento impositivo no âmbito municipal. A proposta torna obrigatória a execução das emendas de vereadores à Lei Orçamentária Anual (LOA) dos municípios.

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), favorável ao projeto, de autoria dos deputados Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) e Luis Tibé (Avante-MG).

"São os vereadores que sabem exatamente onde estão as reais necessidades dos cidadãos. São eles e elas que são acordados quando uma grávida vai dar à luz ou quando as chuvas causam estragos nas vias públicas", disse Pastor Sargento Isidório.

Segundo Luiz Gastão, a medida fortalece o Legislativo local e reduz a assimetria entre os Poderes. "O vereador, por sua proximidade com a realidade cotidiana das comunidades, identifica carências que nem sempre são priorizadas pela administração. A execução obrigatória aproxima o planejamento das demandas reais da população", defendeu o relator.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
deputado luiz gastão em reunião de comissão
Luiz Gastão: medida aproxima o planejamento das demandas reais da população

Pelo texto, as emendas individuais serão aprovadas no limite de 1,2% da receita corrente líquida realizada no ano anterior, sendo que metade desse percentual (0,6%) deverá ser destinada obrigatoriamente a ações e serviços de saúde. Na conta, não estão incluídos gastos com pagamento de pessoal e encargos sociais.

O projeto também determina que a execução das emendas deve atender a todos os parlamentares de forma igualitária e impessoal, independentemente da filiação partidária.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para votação do Plenário.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem - Emanuelle Brasil
Edição - Marcia Becker

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