Meio ambiente e energia

Projeto cria programa de incentivo à energia oceânica no Brasil

Texto está em análise na Câmara dos Deputados

23/03/2026 - 12:03  

Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Prêmio "Comenda Incentivadores do Esporte". Dep. Marcos TavaresPDT - RJ
Marcos Tavares: Brasil carece de marco legal sobre o assunto

O Projeto de Lei 1001/25 cria o Programa Nacional de Incentivo à Energia Azul (PNIEA), para o desenvolvimento e a implantação de sistemas de geração de energia renovável a partir de ondas, marés e correntes marítimas.

Entre outras medidas, a proposta prevê benefícios para instituições habilitadas que atuem em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura em energia oceânica, como:

  • isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos, peças e componentes;
  • redução de 50% do Imposto de Importação para tecnologias sem similar nacional;
  • crédito presumido no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); e
  • linhas de crédito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições financeiras.

“O Brasil possui mais de 7.400 km de litoral, com potencial para a exploração de energia renovável proveniente das ondas e marés, mas não dispõe de um marco regulatório sólido”, disse o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), autor do projeto.

Outros pontos
O texto também autoriza licenciamento ambiental prioritário para parques de energia oceânica e prevê que o governo federal destine pelo menos 10% do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima para pesquisa e inovação no setor.

O Programa Nacional de Incentivo à Energia Azul deverá ser coordenado pelo Ministério de Minas e Energia em parceria com outros órgãos federais, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e com instituições de ensino e pesquisa.

Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira

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