Desenho animado do Plenarinho orienta sobre abuso sexual
28/11/2008 - 19:24
Rio de Janeiro – O portal infantil da Câmara dos Deputados, Plenarinho, exibiu o desenho animado "Abuso sexual: não caia nessa", durante o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizado de terça a sexta-feira, no Riocentro. O objetivo do vídeo é incentivar as crianças a denunciar qualquer comportamento suspeito e a conversar com os pais, professores ou outros adultos sobre abusos.
Além do estande do Plenarinho, montado no segundo piso do Riocentro, o desenho animado foi exibido no estande do Ministério da Educação e no "Espaço do Adolescente", onde se reuniram alguns dos cerca de 300 jovens de 96 países convidados para o congresso mundial. A revistinha editada pelo portal contra o trabalho infantil também foi distribuída durante o evento.
A coordenadora pedagógica do Plenarinho, Ana Cláudia Costa, disse que o material foi muito bem recebido. "Vários adolescentes e professores pediram o material para levar para as suas escolas e também buscaram informações sobre o download do desenho animado. Ao mesmo tempo, incentivamos os jovens a entrar no site do Plenarinho e se inteirar do trabalho do Parlamento", ressaltou.
Câmara Mirim
Durante a mesa de debates que estabeleceu o diálogo entre parlamentares, na quinta-feira, o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) defendeu a intensa participação das crianças e dos adolescentes nos assuntos de seu interesse que tramitam no Congresso Nacional. Além do Plenarinho, o deputado destacou o programa Câmara Mirim, no qual jovens "parlamentares" apresentam sugestões que podem ser transformadas em projetos de lei formais na Câmara dos Deputados.
Do "Espaço do Adolescente", no Riocentro, surgiram algumas recomendações vindas dos próprios jovens para o combate à exploração sexual. Entre elas, está a garantia de serviços especializados no tratamento de crianças sexualmente exploradas, a harmonização das leis sobre tráfico de pessoas entre os países e o apelo para que crianças traficadas ou vendidas para o comércio do sexo sejam tratadas como vítimas e não como criminosas, como ainda ocorre em algumas nações. Reportagem - José Carlos Oliveira/Enviado especial ao Rio Janeiro
Edição - Marcos Rossi
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