Tarso Genro pede prioridade para projetos da área de Justiça
11/11/2008 - 12:08
O ministro da Justiça, Tarso Genro, esteve reunido há pouco com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, para pedir a inclusão de duas propostas entre as prioridades de votação até o fim do ano. Tarso pediu prioridade para o Projeto de lei 1610/96, que regulamenta a exploração de recursos minerais em terras indígenas, e proposta que regulamenta o uso de videoconferências pela Justiça.
Tarso pediu que as propostas sobre os dois temas sejam incluídas na lista de prioridades que o presidente da Câmara deve discutir com os líderes partidários. Segundo o ministro, essa lista deve incluir duas outras propostas da área de Justiça - o Projeto de Lei 5877/05, do Executivo, que altera a Lei de Defesa da Concorrência (8884/94) e amplia as atribuições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); e o Projeto de Lei 3443/08, do Senado, que aumenta as penas para os crimes de lavagem de dinheiro.
Reforma política
Tarso Genro volta hoje a tarde à Câmara para discutir o anteprojeto sobre reforma política encaminhado pelo governo à Câmara. Ele e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, participam de debate que será promovido pelas comissões de Legislação Participativa; e de Direitos Humanos e Minorias e pela Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular.
Tarso já adiantou que o governo prefere votar a reforma política em 2009, mas as propostas sobre o tema, ainda em processo de consulta pública, serão encaminhadas ao Congresso até o fim da primeira quinzena de dezembro. Ele reafirmou que a decisão sobre o assunto é do Congresso. As propostas serão encaminhadas como contribuição do governo.
Em agosto do ano passado, o governo enviou ao Congresso cinco anteprojetos com temas da reforma política: lista fechada, financiamento público exclusivo, fidelidade partidária, inelegibilidade e o fim de coligações em eleições proporcionais (para vereador e deputado). O "pacote" inclui ainda uma proposta de emenda à Constituição regulando a cláusula de barreira. As sugestões, no entanto, ainda não tramitam oficialmente na Câmara, pois precisam ser apresentadas sob a forma de projetos.
*Matéria atualizada às 13h30. Reportagem - Geórgia Moraes
Edição - Paulo Cesar Santos
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