Relações exteriores

Sessão solene lembra a criação do Estado de Israel

13/12/2007 - 20:50  

A Câmara realizou, nesta quinta-feira, sessão solene para homenagear o 60° aniversário da resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que decidiu pela partilha da Palestina, possibilitando a instalação do Estado de Israel em 1948. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou que a perseguição e o assassinato de 6 milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial deram mais força ao clamor pela criação de um país para os judeus. Ele observou, no entanto, que a partilha da Palestina ainda não se completou - é um desafio para o presente e para o futuro.

Chinaglia manifestou a esperança de que a recente reunião de Annapolis (EUA), com representantes de Israel e da Palestina, seja um passo importante para a paz no Oriente Médio. Ele destacou o convívio pacífico entre judeus e árabes no Brasil, afirmando que essa convivência se aproxima de uma "inocência salutar".

O autor do requerimento para realização da homenagem, deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), destacou o papel do diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, que presidiu a assembléia da ONU na qual foi decidida a partilha da Palestina: "Esta sessão é uma homenagem ao Estado de Israel; ao povo judeu e à sua história multimilenar; à ONU e também a Oswaldo Aranha, inescapavelmente", afirmou. Ibsen disse que a homenagem é também ao Brasil, em razão de sua lição de convivência multirracial.

Ibsen elogiou a história da preservação de identidade do povo judeu, que segundo ele é uma lição para a humanidade. "A construção do Estado de Israel, com o patrocínio elevado da ONU e sob a batuta de Osvaldo Aranha, constitui para todos nós um exemplo vivo, forte e permanente", assinalou.

Busca de um sonho
Zazi Aranha, neta de Oswaldo Aranha, destacou duas características de seu avô: sentimento de justiça e busca da reconciliação. "Eu tenho certeza de que, se ele estivesse vivo, estaria usando essas armas poderosas para defender o sonho que buscou naquela ocasião, há 60 anos, que foi a existência de um Estado judaico e de um Estado palestino, o que até hoje, infelizmente, não se concretizou", disse.

Já a embaixadora de Israel, Tzipora Rimon, afirmou que Oswaldo Aranha entrou para a história do Estado de Israel quando presidiu a Assembléia Geral da ONU na histórica sessão de 29 de novembro de 1947.

Ela disse ainda que nos últimos 60 anos Israel tem buscado a paz com seus vizinhos e que o encontro de Annapolis serviu para o relançamento das negociações entre Israel e palestinos.

Também falaram durante a sessão os deputados Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), Professor Ruy Pauletti (PSDB-RS), Hugo Leal (PSC-RJ), Cleber Verde (PRB-MA), Paes Landim (PTB-PI) e Jô Moraes (PCdoB-MG).

Reportagem - Oscar Telles
Edição - João Pitella Junior

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