Política e Administração Pública

Novo líder diz que tentará manter harmonia na base

26/11/2007 - 15:46  

O novo líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), reagiu com tranqüilidade às críticas de partidos da base aliada à sua indicação para a Liderança do Governo. Ele foi criticado pelo PL, PP e PTB. Ao destacar que a escolha do cargo de líder é de responsabilidade do presidente da República, o parlamentar afirmou que seu compromisso é contribuir para manter a base atuando em harmonia.

Fontana declarou já ter conversado com praticamente todos os líderes e vice-líderes e afirmou que vai ouvir as opiniões de todos "para construir coletivamente as posições políticas".

Prioridades de votação
O líder citou como prioridade para votação na Câmara a Medida Provisória 398/07, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para prestar serviços de radiodifusão pública ao Executivo federal e a empresas da União. Mais conhecida como TV Pública, a EBC incorporará o patrimônio e o pessoal da Empresa Brasileira de Comunicação (Radiobrás).

Fontana também citou como prioritária a votação da entrada da Venezuela no Mercosul. Ao ser informado que o presidente Arlindo Chinaglia acha improvável que essa matéria seja analisada ainda este ano, o líder declarou que ela pode ser votada em fevereiro de 2008, sem problemas. "Não há uma sangria desatada. A questão está andando bem", destacou.

Também ressaltou que há acordo de líderes para votar três proposições: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 333/04, que disciplina o número de vereadores e os limites de gastos com as câmaras municipais; o projeto da reforma política (1210/07); e a PEC da Defensoria Pública (487/05).

Outros projetos
Ao ser questionado sobre a votação de outras matérias, declarou que o Parlamento precisa de um tempo determinado para analisar as proposições. "Não adianta a gente pensar que até o final do ano legislativo poderemos votar tudo. [Por outro lado], se houver acordo entre oposição e governo, as matérias podem ser votadas em até 10 minutos", exemplificou.

Sobre a possibilidade de haver votações em plenário às segundas-feiras, Fontana afirmou que conversará com o presidente e as lideranças para votar o que for possível. "Meu papel é muito mais o de ouvir do que o de decidir", destacou.

Mares Guia
O novo líder também foi questionado sobre a renúncia de Walfrido dos Mares Guia do Ministério das Relações Institucionais em razão das acusações de envolvimento no suposto mensalão mineiro. "Não estamos aqui para julgar ninguém. Acredito que o ex-ministro provará sua inocência", disse.

Henrique Fontana não acredita que a saída do ex-ministro provocará algum efeito na votação da CPMF no Senado. "Foi um ato de maturidade o fato de Mares Guia ter pedido imediato afastamento do governo para poder apresentar sua defesa na Justiça", avaliou.

Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Renata Tôrres

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