CPI: Relatório não tipifica crimes de controladores de vôo

03/10/2007 - 20:59  

O relator da CPI da Crise Aérea, deputado Marco Maia (PT-RS), acatou, um pouco antes de aprovar o relatório, sugestão do deputado Miguel Martini (PHS-MG) para retirar do texto a tipificação dos supostos crimes cometidos por controladores de vôo. A retirada foi um acordo entre todos os deputados da comissão. O relatório ainda traz o nome dos cinco controladores, mas sem tipificar crimes. Maia explicou que o Ministério Público já concluiu as investigações sobre esses controladores, e que foi posição política da CPI não indiciá-los.

Também foi acatada sugestão de tornar a desmilitarização do controle de tráfego aéreo uma "questão central e importante". O relatório indica ainda que estudos deverão ser feitos pelo governo para implementação da medida.

DVS
Os quatro destaques para votação em separado (DVS) que haviam sido apresentados ao relatório de Marco Maia foram rejeitados. O Psol, autor dos destaques, pedia a retirada dos indiciamentos dos controladores de vôo (o que foi feito por acordo); da possibilidade de abertura de capital da Infraero; e da referência à convivência do sistema civil e militar do controle do espaço aéreo. No quarto DVS, o partido questionava o relatório no ponto que concluiu que o software de controle do espaço aéreo não falhou no dia do acidente com o avião da Gol. A deputada Luciana Genro (Psol-RS) diz que há falha de projeto desse software, o que induziu os controladores a erro.

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Natalia Doederlein

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