Sempre Um Papo
15/11/2008
Fabrício Carpinejar (poeta) (bl.1)
Irreverente e poeta, Fabrício Carpinejar lança o “Canalha!”, livro de crônicas, provocante desde o título. A obra é uma leitura divertida do homem contemporâneo, perplexo e desorientado com as transformações de comportamento e a dissolução dos papéis fixos familiares, além de um ato contra os rótulos masculinos.
Para Carpi, aquele cafajeste de outrora mudou e há outro canalha mais perigoso em ação, como uma mutação cultural. As crônicas, despretensiosas e amáveis, descrevem a alma deste novo homem, que não suporta o preconceito, vai fundo no sofrimento, ama demasiadamente os filhos, encontra autocrítica no humor, dentre outras coisas.
As verdades mais fortes acabam ditas com delicadeza. Textos leves, chamando o leitor para cada vez mais perto. Uma percepção toda nova do cotidiano, admitindo as imperfeições e as gafes, sem medo de viver para evitar sofrimentos. “Não crie arrependimento por aquilo que não foi feito. Sejamos mais reais em nossas dores”, propõe na crônica “Insiste”. Puro carisma de um autor, que mede o mundo com as palavras e os gestos, disposto a se abrir e emoldurar as lembranças com suas histórias.
Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nasceu em Caxias do Sul (RS) aos 23 de outubro de 1972. É autor dos livros "As Solas do Sol", publicado em 1998 pela Bertrand Brasil, "Um Terno de Pássaros ao Sul", publicado pela Escrituras Editora, em 2000, reconhecido pela Enciclopédia Britannica como um dos destaques da literatura brasileira em 2001, e "Terceira Sede", pela Escrituras, em 2001.