Institucional
09/10/2014
Plenário é reformado para atender as pessoas com deficiências
Mais de 45 milhões de brasileiros têm algum grau de deficiência, o equivalente a quase 24 por cento da população. Com número tão expressivo, o brasileiro em geral avançou na forma como encara pessoas com algum tipo de dificuldade, seja de locomoção, visão ou de outro tipo. Uma prova disso é a eleição de cadeirantes para deputado. Se as pessoas evoluíram, nem sempre se pode dizer o mesmo da estrutura física. E o exemplo também estava aqui na Câmara, no Plenário Ulysses Guimarães, que há tempos precisava de adaptações.
O plenário que foi chamado a reformar o Brasil tantas vezes precisava de uma reforma. Cenário de embates parlamentares históricos, lugar onde o país atualiza em termos legais os avanços que a sociedade conquista na vida real, o Plenário Ulysses Guimarães estava ele próprio em descompasso com um desses avanços.
Quando o Palácio do Congresso Nacional foi projetado, não se pensava que pessoas com deficiências pudessem representar a população. De lá pra cá a sociedade ampliou sua participação e o eleitor trouxe para a Câmara os cadeirantes. Mas o Plenário continuava o mesmo. Faltavam rampas, as bancadas eram altas, a tribuna inacessível. Como ficou claro na sessão solene dos 15 anos do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Com Deficiência. Fora do alcance das câmeras, a deputada Rosinha da Adefal, que é cadeirante, precisou de ajuda para chegar à mesa dos trabalhos. O presidente Henrique Eduardo Alves se comprometeu em resolver o problema.
A reforma iniciada em julho tornou o Plenário totalmente acessível, garantindo o acesso das pessoas com deficiências a todos os setores. A tribuna foi adaptada. A mesa da presidência foi rebaixada em 30 centímetros e rampas foram acrescentadas. O projeto da reforma, feito em 2006 por Fabiano Sobreira, arquiteto da Câmara, recebeu a aprovação de Oscar Niemeyer, que endossou as soluções apresentadas.
Narração: Paula Bittar
Edição: Tião Vicente