Câmara Hoje
16/07/2014
Câmara debate prevenção a doenças evitáveis
Hanseníase, malária, tuberculose, doença de chagas, leishimaniose. Doenças que poderiam estar erradicadas no Brasil, mas que ainda afetam uma parcela da população, em sua maioria pobres, moradores de rua ou portadores do vírus da AIDS. A Câmara vem debatendo projetos que pretendem reduzir a incidência dessas endemias, chamadas pelo Ministério da Saúde de "doenças evitáveis". E para que elas deixem de matar ou mutilar milhares de pessoas todos os anos, a Comissão de Direitos Humanos realizou audiência pública para discutir a prevenção e formas de tratamento do problema. Mas o tema que mais provocou debates foi o pagamento de indenizações, por parte do governo federal, para hansenianos e filhos de hansenianos que, no passado, foram tirados dos braços das mães e levados para os chamados preventórios. Artur Custódio, do Movimento pela Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, afirmou que o Brasil pode ser o primeiro país do mundo a ter um programa de indenização para essa população.
Draurio Barreira, coordenador do programa de controle da tubercolose, do Ministério da Saúde, lembrou que cerca de 10% dos pacientes abandonam o tratamento antes da cura, e que isso seria uma das causas da não erradicação dessas doenças. Ele defendeu durante a audiência a aprovação de uma proposta, em debate na Câmara, que cria um benefício temporário, em dinheiro, aos portadores desses males. Para ele, muita gente deixa de se tratar por não ter dinheiro para o transporte ou mesmo para comer.
O médico Cleudson Nery Castro, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, defendeu mais recursos para o combate à leishmaniose, a única das doenças evitáveis que vem crescendo no país, especialmente nas grandes cidades. A doença é transmitida ao homem por um mosquito, que pica o cão doméstico infectado.