Câmara Hoje
28/01/2014
Projeto exige medidas de segurança para evitar afogamentos causados por ralos de sucção em piscinas
A mesma piscina que é uma promessa de diversão nas férias pode ser o agente de uma tragédia: ralos de sucção sem grades de segurança em lugares muito frequentados, como parques aquáticos e clubes, podem prender uma criança embaixo d'água por um período de tempo fatal. Foi o que aconteceu com um menino de 7 anos num hotel em Caldas Novas, Goiás, uma menina da mesma idade num clube em Belo Horizonte e outra garota de 11 anos na piscina da própria casa no estado do Espírito Santo. Todos esses casos deixaram em evidência a posição do Brasil no macabro ranking mundial dos afogamentos. Somos os líderes segundo a Organização Mundial da Saúde.
Em 2008, a mais recente estatística disponível, houve 6 mil e 800 casos. Somente entre crianças de até 14 anos, foram mil e oitocentas mortes no país. No Brasil, o afogamento é a segunda maior causa de mortes entre crianças de até três anos.
São dados mais do que suficientes para que parlamentares tragam o assunto à esfera legislativa. O deputado Darcísio Perondi, do PMDB do Rio Grande do Sul, é relator de uma proposta que pode aumentar a segurança nas piscinas. Com os três casos deste verão, o parlamentar defende agilidade na análise do projeto, que sugere dispositivos de segurança para evitar acidentes por sucção.
Rosana Gomes conhece bem o drama de ter um filho vítima deste tipo de acidente. Felizmente, hoje é apenas uma história que circula na família, mas ela não esquece o dia em que o filho prendeu a mão no ralo de sucção da piscina. Ele foi salvo a tempo, mas as lições do susto ficaram.
O projeto relatado por Darcísio Perondi tramita em caráter conclusivo: ou seja, se passar nas comissões temáticas, nem precisa ser votado pelo plenário Ulysses Guimarães. A proposta está atualmente na Comissão de Seguridade Social.