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23/05/2013

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Câmara Hoje - 13h - 23 de maio de 2013

O Plenário aprovou a internação involuntária de dependentes de drogas. O texto principal da proposta, que muda o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad), foi votado nesta quarta-feira (22), mas ainda falta votar os destaques. Pelo texto aprovado, a internação poderá ser voluntária ou não. A involuntária vai depender de pedido de familiar, responsável legal ou, ainda, de servidor público da área de saúde, assistência social ou de órgão público ligado ao Sisnad. Para o relator, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), a proposta ajuda no combate ao crack e outras drogas.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a proposta não deixa clara a diferença entre usuário e traficante. Segundo ele, o texto aprovado é contrário ao que está sendo feito em outros países no combate às drogas. Sobre a diferença entre consumo e tráfico de drogas, o autor da proposta, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), fez um discurso inusitado na tribuna do Plenário, usando uma sacola de supermercado para exemplificara diferença. Segundo ele, seria caracterizado como traficante aquele que possuir quantidade superior a meia sacola da droga.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou proposta para regulamentar os direitos das domésticas. A expectativa é que o projeto seja votado na semana que vem em comissão mista de senadores e deputados. Pela proposta, a contribuição previdenciária para o INSS passa de 12% para 8%. O texto define um intervalo mínimo de 10 horas entre o fim e o começo da jornada de trabalho. E o registro de ponto se torna obrigatório, seja por meio eletrônico ou manual. Direto do Palácio do Planalto, nossa reportagem acompanhou a reunião da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, com o relator e o presidente da comissão mista que analisa a regulamentação da Emenda das Domésticas.

A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas e a Comissão de Meio Ambiente do Senado discutiram hoje opções para reduzir a emissão de gases de efeito estufa em setores-chave do Brasil.

Audiência pública da Comissão do Trabalho debateu nesta quinta-feira o projeto de lei que cria o piso salarial nacional dos médicos. A proposta cria um piso nacional de aproximadamente R$ 9 mil, para uma jornada de 20 horas semanais. A relatora do projeto, deputada Flávia Morais (PDT-GO), é a favor da aprovação da proposta e comenta, nesta edição, a falta de médicos nas cidades do interior do País.

Em nota oficial, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), lamentou a morte do diretor do jornal O Estado de S. Paulo, Ruy Mesquita. Para o deputado, o Brasil perde não apenas um dos mais ferrenhos defensores da democracia e da liberdade de expressão, mas também uma pessoa que simbolizou a resistência à censura imposta pelo regime autoritário aos meios de comunicação. A nota do presidente da Câmara lembra que Ruy Mesquita contribuiu inegavelmente para a construção do Brasil democrático em que vivemos hoje.

Câmara Hoje

Audiência pública debate projeto que cria o piso salarial nacional dos médicos. Plenário aprova texto principal do projeto antidrogas, mas votação de destaques fica para semana que vem. Romero Jucá apresenta proposta para regulamentar direitos das domésticas. Veja esses e outros destaques nesta edição.

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