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14/09/2010

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Transtornos alimentares são epidemia mundial

De acordo com um estudo divulgado pela International Obesity Task Force, uma força-tarefa montada por especialistas de vários países para estudar meios de combater a obesidade, quanto mais cedo uma pessoa se torna gorda, menos ela vive. Segundo o estudo, um obeso de 40 anos vive sete anos menos do que alguém com peso normal. No caso de um obeso de 20 anos, a expectativa de vida fica 15 anos mais curta.

Para falar sobre os transtornos alimentares, as convidadas são: Cristiane Martins Moulin, representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; e Natacha Toral, professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília.

Cristiane Moulin explica que os transtornos alimentares são uma epidemia mundial, causada por mudanças de hábitos: as pessoas estão mais sedentárias e têm mais acesso a comidas rápidas, ricas em gorduras e mais baratas que as comidas saudáveis. Ela diz que o grande problema é a obesidade estar associada a outras doenças graves, como diabetes, problemas coronarianos, câncer e doenças do tubo gastrointestinal, bem como à estigmatização da sociedade.

Natacha Toral declara que a obesidade é problema de saúde pública e o Brasil já desenvolve sua política nacional de alimentação e nutrição, promovendo o aleitamento materno, o consumo de frutas e verduras, ações educativas na escola e em outros ambientes e o monitoramento de hábitos de alimentos saudáveis. Na opinião dela, é preciso que toda a população tenha acesso a alimentos mais saudáveis.

Créditos:

- Cristiane Martins Moulin- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

- Mariana Przytyk – repórter

- Natacha Toral - professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília

- Paula Medeiros – repórter

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