Câmara Hoje
04/08/2010
Proprietários rurais podem receber para preservar cerrado
A segunda maior formação vegetal do Brasil, o Cerrado, está ameaçada pela ação do homem. A expansão da agricultura e da pecuária está entre as principais causas. Uma boa notícia é que muita gente trabalha para reverter essa situação. São os trabalhadores do agroextrativismo.
Com 2 milhões de quilômetros quadrados, o Cerrado ocupa 24% do território nacional e é berço de três das maiores bacias hidrogáficas da América do Sul. 94% das águas do Rio São Francisco nascem no Cerrado; responsável também por 75% das águas dos rios Paraná-Paraguai e 78% das águas dos rios Tocantins-Araguaia.
Ambientalistas acreditam que a produção de água na região está ameaçada pelo desmatamento do Cerrado, para dar lugar às grandes plantações. 40% da vegetação nativa já foram retiradas. Para estimular a preservação das áreas que sobraram, os debatedores sugerem pagar aos proprietários por serviços ambientais.
O aproveitamento das espécies nativas na produção de alimentos e no artesanato pela agricultura familiar pode também garantir a sobrevivência do Cerrado. Tem picolé de gariroba, de cagaita, de buriti. Tem até picolé de piqui, um símbolo da culinária regional goiana. As sorveterias das grandes cidades estão descobrindo para o mercado uma diversidade de sabores daqui do Planalto Central. E estão ajudando a criar uma alternativa sustentável para produtores rurais ganharem dinheiro mantendo o Cerrado em pé. É o agroextrativismo.
Créditos:
- Devanir Garcia dos Santos - gerente de Uso Sustentável da Água/ANA
- Donizete Tokarski - presidente da Ecodata
- Cid Queiroz - repórter
- Divina Borges de Moura - produtora rural - Formosa/GO
- Deputado Pedro Wilson (PT-GO)