Câmara Hoje
02/08/2010
Deputados discutem obrigatoriedade de UTIs em clínicas de cirurgia plástica
Quando o assunto é cirurgia plástica, o Brasil fica em segundo lugar no ranking - perde apenas para os Estados Unidos. Só no ano passado, foram 645 mil procedimentos: quase dois mil por dia, de acordo com o Ibope. Entre as cirurgias estéticas mais comuns, estão as lipoaspirações.
Para tornar esses procedimentos mais seguros, um projeto em análise na Câmara torna obrigatórias as UTIs, Unidades de Terapia Intensiva, nas clínicas de lipoaspiração. Para deputados, o custo dessa segurança extra não é mais tão elevado.
Algumas tragédias envolvendo lipoaspiração ficaram famosas no Brasil pela falta de um outro item: perícia média. Um exemplo é o caso do ex-médico Marcelo Caron, que sem habilitação para realizar cirurgias plásticas, foi responsável pela morte de cinco mulheres e deformação de mais de 20 pacientes. Mais recentemente, a jornalista Lanusse Martins, de 27 anos, morreu em Brasília depois de se submeter a uma lipoaspiração em uma clínica particular.
Segundo as investigações da polícia, também foi vítima da imperícia médica. Para o cirurgião plástico Carlos Augusto Carpaneda, o problema principal está na capacitação dos profissionais.
Créditos:
- Deputado Alceni Guerra (DEM–PR)
- Paula Bittar - repórter
- Deputado Colbert Martins (PMDB-BA)
- Deputado Cleber Verde (PRB-MA)
- Carlos Augusto Carpaneda - cirurgião plástico